Pictogramas e Iconografias



Museu da Cerâmica
Pictogramas e Iconografias
14 de Maio de 2011


No Sábado, dia 14 de Maio, às 15h30, é inaugurada no Museu da Cerâmica a Exposição Pictogramas e Iconografrias.
Esta exposição de serigrafias desenvolvidas por um grupo de alunos do 8º e 9º ano do Agrupamento de Escolas de Santa Catarina do Concelho de Caldas da Rainha tem como objectivo principal valorizar a relação Escola – Museu.
As serigrafias são a conclusão do trabalho dos alunos que desenvolveram um conjunto de registos gráficos direccionados para os diferentes elementos iconográficos patentes no acervo do Museu. Foi criada uma analogia entre as serigrafias e o espólio museológico, bem como pictogramas para os espaços públicos no exterior/Jardim do Museu da Cerâmica.
A inauguração terá a representação dos alunos intervenientes, seus professores e comunidade escolar, ficando patente ao público até dia 23 de Junho de 2011, no horário normal do Museu, de Terça-feira a Domingo, das 10:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:00 horas.

Uma Flor e Oito Bichos

    
“Uma Flor e Oito Bichos” é como se designa a mostra que é constituída por peças de grande dimensão de Rafael Bordalo Pinheiro. Trata-se de um depósito do Grupo de Amigos do Museu de Cerâmica – uma aquisição feita com um subsidio dado pelo município local – e que integra uma cobra, um caranguejo, um lagarto, um caracol, um golfinho mítico e um cavalo marinho, tudo peças de Bordalo que a fábrica, herdeira da sua obra, voltou recentemente a produzir.A estes exemplares juntaram-se outros como um jarrão de girassóis e uma cabeça de cavalo em terracota de José Fuller, director artístico do Atelier Cerâmico que funcionou naquela espaço onde hoje está o Museu e que foi propriedade do Visconde de Sacavém.
Pode também ser vista uma cabeça de burro em tamanho natural, uma criação de Rafael Bordalo Pinheiro e um conjunto de oito andorinhas – de produção actual -  oferecido pela fábrica ao museu caldense.


Bichos renascidos
Rafael Bordalo Pinheiro depois de um imenso legado de modelos cerâmicos deixa para os últimos anos da sua multifacetada vida, obras de complexa e delicada execução. Estou a referir-me aos fantásticos animais, na sua maioria, de enormes dimensões, onde a verdadeira grandeza era habilmente considerada, numa proporção que continha a escala natural e humana.
Por volta do ano 1900 o artista junta à sua já enorme produção de pequenos animais, outros gigantescos como: O caranguejo, o sardão, o cavalo-marinho, o caracol, a cobra, o lobo e o grou, o golfinho, a cabeça de touro, a cabeça de cavalo, a cabeça de burro, o par de rãs enamoradas, a vespa e a lagosta.
O artista utilizou-os para decorar o pavilhão de Portugal na Exposição Universal de Paris (1889), embelezou com eles muitos recantos das Caldas da Rainha, palacetes e jardins de Lisboa.
 A Fábrica Bordalo Pinheiro, ao longo dos anos, tem salvaguardado o património recuperando muitos modelos de Rafael Bordalo Pinheiro e de seu filho Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro e, nos últimos 8 anos, partiu para a “aventura” da recuperação destes animais de grandes dimensões.
Para produzir tais modelos é necessário um manancial de técnicas e procedimentos, que compõem as muitas etapas do processo cerâmico que lhes corresponde. Diria que alguns procedimentos desafiam as próprias matérias e técnicas cerâmicas.
Têm sido anos de grande labor e pesquisa técnica próprias de quem faz cerâmica com estas características tão peculiares mas, que são também motivo de orgulho para a empresa e para os colaboradores envolvidos.
As etapas da recuperação do modelo, realização do molde e da madre até a conformação e ornamentação da peça é um processo moroso, um autêntico desafio.
Depois da lenta secagem, a realização da primeira cozedura é outra fase crucial.
O bicho, no seu estado de chacota (barro cozido) que é a superfície de aplicação ideal para a pintura com os vidrados cerâmicos, é pintado a pincel obedecendo aos critérios e técnicas naturalistas usadas pelo artista.
Após a segunda cozedura o processo cerâmico conhece, por fim, a sua conclusão. Pelo caminho fica a recordação e a experiência de um não mais acabar de técnicas, intenções, gestos e sentimentos.
Ao ver todos estes bichos renascidos do esquecimento, fica o prazer e a certeza de contribuir para a consolidação da memória dos Bordallos.
Elsa Rebelo 

Olaria Séculos XIX e XX

O Museu da Cerâmica abriu ao público no dia 4 de Fevereiro de 2011, na Sala de Exposições Temporárias, uma Exposição de Olaria dos séculos XIX e XX.
Trata-se de uma mostra que reúne um conjunto de mais de 60 peças de olaria da região das Caldas da Rainha e de outros centros oleiros do País, nomeadamente Mafra, Barcelos, Nisa, Estremoz e Molelos.
Esta mostra visa contemplar uma temática muito procurada pelo público que visita o Museu, sublinhando-se o carácter utilitário das peças, pela diversidade de formas e de funções apresentadas e mesmo das marcas de uso visíveis. A par da sua funcionalidade, dá-se ainda relevo à variedade de vidrados verdes, castanhos, cor-de-mel ou à simples terracota. A singeleza e funcionalidade de cada objecto apelam ainda à beleza das formas e remetem para a significativa colecção de olaria que o Museu da Cerâmica conserva, a documentar práticas do quotidiano.
A exposição ficará patente ao público, no horário habitual do Museu da Cerâmica, das 10:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:00 horas, de 3ª Feira a Domingo até 30 de Abril.

Cerâmica Contemporânea de Autor


Inaugurou no dia 23 de Outubro, no Museu da Cerâmica, nas Caldas da Rainha, a exposição “Cerâmica Contemporânea de Autor”.

Trata-se de uma mostra de peças contemporâneas que reúne um conjunto de obras de doze ceramistas de várias gerações, – Alberto Miguel, Armando Correia, Ana Sobral, Armindo Reis, Bolota, Carlos Enxuto, Eduardo Constantino, Fernando Miguel, Herculano Elias, Leonel Telo, Mário Reis e Paulo Óscar.

Constitui objectivo desta exposição reunir um expressivo grupo de criadores, a produzir e a criar nas Caldas, traçando linhas de selecções e de afinidades com a tradição de cerâmica local e destacando novos caminhos que a modernidade e a exploração das matérias apontam, num diálogo activo com as colecções do Museu.

Convidam-se todos os interessados a visitar a exposição de Cerâmica Contemporânea de Autor patente ao público até 31 de Dezembro de 2010, no horário habitual do Museu da Cerâmica.

Cerâmica Contemporânea de Autor






CERÂMICAS CRIATIVAS







Inaugurou dia 18 de Maio, às 18.30 horas no Museu da Cerâmica esta mostra do CENCAL, Centro de Formação Profissional para a Cerâmica, que engloba três núcleos:

- Cerâmica Criativa - Novos Ceramistas.
Resultado do um longo e sólido percurso inicial pelos caminhos da cerâmica.




- Joalharia Cerâmica.
Explorando uma aliança como forma de valorizar e diversificar na eterna procura de manifestações emergentes, este é um percurso de ceramistas em prática projectual aliando um metal nobre, a prata, e a mais nobre das argilas, a porcelana.






- Porcelana, formas e técnicas para uma cerâmica conceptual.





Percurso de carácter experimental percorrido através da exploração das características técnicas da matéria para o desenvolvimento de novas formas de expressão plástica, realizado por profissionais ousados.



Patente até dia 19 de Setembro de 2010

Uma Flor e Oito Bichos

O Museu da Cerãmica em colaboração com o Grupo dos Amigos do Museu de Cerâmica, abriu ao público uma exposição que apresenta peças de cerâmica de grandes dimensões, reproduções de modelos de Rafael Bordalo Pinheiro e de Joseph Füller, que foram executadas recentemente nas Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro.
A exposição incluiu um conjunto de nove peças – Cabeça de Burro, Golfinho, Cavalo-Marinho, Caranguejo, Cobra, Lagarto, Caracol, Jarrão Girassol e Cabeça de Cavalo.
















Esta exposição esteve patente ao público até dia 2 de Maio.

Manuel Mafra 1829-1905. Colecção João Maria Ferreira

O coleccionador, João Maria Ferreira, proporciona ao Museu da Cerâmica a apresentação de um excelente conjunto de mais de 40 peças com as marcas do ceramista Manuel Mafra ou a ele atribuíveis, algumas inéditas, concretizando uma exposição que permite aos estudiosos e ao público em geral a oportunidade duma leitura sempre renovada da obra e da criação deste grande mestre da cerâmica caldense.

Exposição organizada em colaboração com o Grupo dos Amigos do Museu de Cerâmica.


Peça decorativa. Peixe



Esta exposição esteve patente ao público até dia 2 de Maio de 2010