Exposição Pictogramas+Iconografias



Pictogramas+Iconografias

Inaugurou no dia 14 de Maio, no Museu da Cerâmica, nas Caldas da Rainha, a Exposição Pictogramas+Iconografrias.
Iniciativa dinamizada por Rute Rosa e Ana Loureiro com um grupo de alunos do 8º e 9º ano e a coordenação do professor Francisco Silva, Pictogramas+Iconografias apresenta como objectivo principal valorizar a relação Escola–Museu. O projecto foi desenvolvido, ao longo do ano lectivo, no âmbito do Mestrado de Ensino em Artes Visuais da Universidade Lusófona de Lisboa, em articulação com o Agrupamento de Escolas de Santa Catarina do concelho das Caldas da Rainha.
Um interessante conjunto de serigrafias é o resultado do trabalho dos alunos, que desenvolveram uma série de registos gráficos identificados com diferentes elementos iconográficos patentes no acervo do Museu da Cerâmica e também da Casa-Museu San Rafael. Partindo das peças em exposição nos Museus, as serigrafias foram criadas tendo por base a sua observação nas visitas realizadas e a transposição para o desenho, bem como os pictogramas para os espaços públicos do exterior/Jardim do Museu da Cerâmica.
O acto inaugural contou com a presença dos alunos intervenientes e com significativa representação da comunidade escolar, na pessoa dos seus professores e dos familiares que acompanharam os jovens e apreciaram os seus trabalhos, os quais se mostram devidamente documentados com as peças que os inspiraram e lhes deram origem.
Convidam-se todos os interessados a visitar esta exposição que fica patente ao público até dia 23 de Junho de 2011, no horário normal do Museu da Cerâmica, de Terça-feira a Domingo, das 10:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:00 horas.
 


 


Há Bichos no Jardim
Mostra constituída por peças de grande dimensão, criadas por Rafael Bordalo Pinheiro, destinadas ao exterior e que se apresentam no Jardim do Museu da Cerâmica.
Os grandes animais bordalianos, durante o Inverno foram expostos na sala de exposições temporárias à espera que o tempo melhorasse. Agora estão de regresso ao jardim do Museu sendo mais um atractivo para os visitantes.

Pictogramas e Iconografias



Museu da Cerâmica
Pictogramas e Iconografias
14 de Maio de 2011


No Sábado, dia 14 de Maio, às 15h30, é inaugurada no Museu da Cerâmica a Exposição Pictogramas e Iconografrias.
Esta exposição de serigrafias desenvolvidas por um grupo de alunos do 8º e 9º ano do Agrupamento de Escolas de Santa Catarina do Concelho de Caldas da Rainha tem como objectivo principal valorizar a relação Escola – Museu.
As serigrafias são a conclusão do trabalho dos alunos que desenvolveram um conjunto de registos gráficos direccionados para os diferentes elementos iconográficos patentes no acervo do Museu. Foi criada uma analogia entre as serigrafias e o espólio museológico, bem como pictogramas para os espaços públicos no exterior/Jardim do Museu da Cerâmica.
A inauguração terá a representação dos alunos intervenientes, seus professores e comunidade escolar, ficando patente ao público até dia 23 de Junho de 2011, no horário normal do Museu, de Terça-feira a Domingo, das 10:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:00 horas.

Uma Flor e Oito Bichos

    
“Uma Flor e Oito Bichos” é como se designa a mostra que é constituída por peças de grande dimensão de Rafael Bordalo Pinheiro. Trata-se de um depósito do Grupo de Amigos do Museu de Cerâmica – uma aquisição feita com um subsidio dado pelo município local – e que integra uma cobra, um caranguejo, um lagarto, um caracol, um golfinho mítico e um cavalo marinho, tudo peças de Bordalo que a fábrica, herdeira da sua obra, voltou recentemente a produzir.A estes exemplares juntaram-se outros como um jarrão de girassóis e uma cabeça de cavalo em terracota de José Fuller, director artístico do Atelier Cerâmico que funcionou naquela espaço onde hoje está o Museu e que foi propriedade do Visconde de Sacavém.
Pode também ser vista uma cabeça de burro em tamanho natural, uma criação de Rafael Bordalo Pinheiro e um conjunto de oito andorinhas – de produção actual -  oferecido pela fábrica ao museu caldense.


Bichos renascidos
Rafael Bordalo Pinheiro depois de um imenso legado de modelos cerâmicos deixa para os últimos anos da sua multifacetada vida, obras de complexa e delicada execução. Estou a referir-me aos fantásticos animais, na sua maioria, de enormes dimensões, onde a verdadeira grandeza era habilmente considerada, numa proporção que continha a escala natural e humana.
Por volta do ano 1900 o artista junta à sua já enorme produção de pequenos animais, outros gigantescos como: O caranguejo, o sardão, o cavalo-marinho, o caracol, a cobra, o lobo e o grou, o golfinho, a cabeça de touro, a cabeça de cavalo, a cabeça de burro, o par de rãs enamoradas, a vespa e a lagosta.
O artista utilizou-os para decorar o pavilhão de Portugal na Exposição Universal de Paris (1889), embelezou com eles muitos recantos das Caldas da Rainha, palacetes e jardins de Lisboa.
 A Fábrica Bordalo Pinheiro, ao longo dos anos, tem salvaguardado o património recuperando muitos modelos de Rafael Bordalo Pinheiro e de seu filho Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro e, nos últimos 8 anos, partiu para a “aventura” da recuperação destes animais de grandes dimensões.
Para produzir tais modelos é necessário um manancial de técnicas e procedimentos, que compõem as muitas etapas do processo cerâmico que lhes corresponde. Diria que alguns procedimentos desafiam as próprias matérias e técnicas cerâmicas.
Têm sido anos de grande labor e pesquisa técnica próprias de quem faz cerâmica com estas características tão peculiares mas, que são também motivo de orgulho para a empresa e para os colaboradores envolvidos.
As etapas da recuperação do modelo, realização do molde e da madre até a conformação e ornamentação da peça é um processo moroso, um autêntico desafio.
Depois da lenta secagem, a realização da primeira cozedura é outra fase crucial.
O bicho, no seu estado de chacota (barro cozido) que é a superfície de aplicação ideal para a pintura com os vidrados cerâmicos, é pintado a pincel obedecendo aos critérios e técnicas naturalistas usadas pelo artista.
Após a segunda cozedura o processo cerâmico conhece, por fim, a sua conclusão. Pelo caminho fica a recordação e a experiência de um não mais acabar de técnicas, intenções, gestos e sentimentos.
Ao ver todos estes bichos renascidos do esquecimento, fica o prazer e a certeza de contribuir para a consolidação da memória dos Bordallos.
Elsa Rebelo 

Olaria Séculos XIX e XX

O Museu da Cerâmica abriu ao público no dia 4 de Fevereiro de 2011, na Sala de Exposições Temporárias, uma Exposição de Olaria dos séculos XIX e XX.
Trata-se de uma mostra que reúne um conjunto de mais de 60 peças de olaria da região das Caldas da Rainha e de outros centros oleiros do País, nomeadamente Mafra, Barcelos, Nisa, Estremoz e Molelos.
Esta mostra visa contemplar uma temática muito procurada pelo público que visita o Museu, sublinhando-se o carácter utilitário das peças, pela diversidade de formas e de funções apresentadas e mesmo das marcas de uso visíveis. A par da sua funcionalidade, dá-se ainda relevo à variedade de vidrados verdes, castanhos, cor-de-mel ou à simples terracota. A singeleza e funcionalidade de cada objecto apelam ainda à beleza das formas e remetem para a significativa colecção de olaria que o Museu da Cerâmica conserva, a documentar práticas do quotidiano.
A exposição ficará patente ao público, no horário habitual do Museu da Cerâmica, das 10:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:00 horas, de 3ª Feira a Domingo até 30 de Abril.